Ontem foi o Dia da Mamografia, o
principal exame para detectar precocemente o câncer de mama. Aproveitamos a
data para ouvir o Dr. Marcelo Steiner, que comentou sobre algumas das
principais dúvidas ligadas à doença.
1) O câncer de mama apresenta algum sintoma além dos
nódulos mamários?
Em algumas situações o câncer pode
apresentar sintomas de descarga papilar (secreção da papila mamária unilateral
e de coloração escura ou mesmo hemorrágica), alteração da coloração e textura
da pele e até processos inflamatórios na pele (em estágios muito avançados).
Algumas mulheres percebem a presença de linfonodos (íngua) aumentados e
dolorosos nas axilas. Mas normalmente, e principalmente nos estágios iniciais,
o câncer de mama é assintomático, por isso é a realização da mamografia é tão
importante.
2) Os nódulos podem existir mesmo se não forem
detectados manualmente através do auto exame?
Sim, normalmente o nódulo só será
palpável após apresentar 1,0 cm de diâmetro. Isso pode variar de acordo com o
tamanho da mama: em mamas pequenas a palpação é mais fácil em relação às
volumosas. É recomendado realizar os exames de rotina indicados pelo
médico.
3) Todos os nódulos sempre precisam ser retirados?
Existem nódulos mamários benignos que
só precisam ser retirados após uma avaliação do médico. Se o nódulo for
diagnosticado como maligno a retirada é obrigatória e, normalmente, feita
cirurgicamente. Neste caso, caberá ao mastologista decidir qual o melhor
procedimento através da avaliação de diversos fatores.
4) Como é feito o acompanhamento do câncer de mama?
O câncer de mama deve sempre ser
acompanhado por um mastologista. O ginecologista tem obrigação de fazer ou
suspeitar do diagnostico e encaminhar para o profissional competente.
5) Pessoas com histórico de câncer na família precisam
ficar mais atentas?
Sim, pessoas com histórico familiar de
parentes de primeiro grau que apresentaram câncer de mama precisam ser
acompanhadas de perto.
As filhas ou irmãs de uma paciente com
câncer de mama necessitam iniciar o rastreamento em torno de 10 anos antes da
idade de acometimento da pessoa que apresentou o câncer. Por exemplo, a filha
deve iniciar o rastreamento com 30 anos se a mãe apresentou câncer de mama aos
40 anos.
Lembre-se!
A informação é uma ferramenta
importante para a prevenção na área de saúde, mas nada substitui a consulta
pessoal com o médico. Visite com regularidade seu ginecologista, para o
acompanhamento especializado.