quarta-feira, 22 de março de 2017

Contraceptivos de Longa Duração

            A escolha de um método contraceptivo é uma decisão conjunta entre o médico e a paciente. Deve-se respeitar as indicações e características de cada método, assim como as perspectivas e riscos associados da usuária. Fato é que não existe o melhor ou pior método, mas o melhor método indicado.

            Dentre os métodos existentes, ganha atenção nos últimos anos, com grande divulgação pelas sociedades científicas envolvidas com o tema do planejamento familiar, os métodos conhecidos como “Métodos Reversíveis de Longa Duração”. Estão incluídos nesta classe todos os métodos reversíveis que possuem eficácia contraceptiva por tempo superior a 6 meses. Apresentando tais características, temos os dispositivos intrauterinos (DIU) e os implantes. Tanto os dispositivos medicados com cobre (DIUs de cobre), como o liberador de hormônio (MirenaÒ) possuem eficácia mínima de 5 anos, já o implante deve ser trocada após 3 anos.

            O principal benefício de tais métodos é a alta eficácia, com chance mínima de gravidez indesejada. Isso ocorre porque, uma vez que o método é iniciado, sua ação biológica não depende da usuária e as chances de uso incorreto são praticamente nulas. Diferente, por exemplo, do que ocorre com as pílulas contraceptivas. Nestas, a necessidade de posologia diária para a eficácia ideal exige uma disciplina absoluta da mulher. É evidente que, na prática, esta disciplina nem sempre é alcançada e o risco de gravidez indesejada aumenta.  Segundo estudo de revisão com banco de dados da população norte-americana, os anticoncepcionais hormonais orais têm risco de gravidez indesejada no primeiro ano de uso de 0,3% quando utilizados de maneira perfeita e de 9% quando utilizados de maneira típica.

            Dessa forma, considerando que a função primordial de um método contraceptivo é evitar gravidez, as mulheres precisam considerar o aspecto da eficiência relacionado ao uso típico no momento da escolha de um método. Converse sobre isso com seu ginecologista.


Dr. Marcelo Steiner



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