A
escolha de um método contraceptivo é uma decisão conjunta entre o médico e a
paciente. Deve-se respeitar as indicações e características de cada método,
assim como as perspectivas e riscos associados da usuária. Fato é que não
existe o melhor ou pior método, mas o melhor método indicado.
Dentre
os métodos existentes, ganha atenção nos últimos anos, com grande divulgação
pelas sociedades científicas envolvidas com o tema do planejamento familiar, os
métodos conhecidos como “Métodos Reversíveis de Longa Duração”. Estão incluídos
nesta classe todos os métodos reversíveis que possuem eficácia contraceptiva
por tempo superior a 6 meses. Apresentando tais características, temos os
dispositivos intrauterinos (DIU) e os implantes. Tanto os dispositivos
medicados com cobre (DIUs de cobre), como o liberador de hormônio (MirenaÒ)
possuem eficácia mínima de 5 anos, já o implante deve ser trocada após 3 anos.
O
principal benefício de tais métodos é a alta eficácia, com chance mínima de
gravidez indesejada. Isso ocorre porque, uma vez que o método é iniciado, sua ação
biológica não depende da usuária e as chances de uso incorreto são praticamente
nulas. Diferente, por exemplo, do que ocorre com as pílulas contraceptivas. Nestas,
a necessidade de posologia diária para a eficácia ideal exige uma disciplina
absoluta da mulher. É evidente que, na prática, esta disciplina nem sempre é
alcançada e o risco de gravidez indesejada aumenta. Segundo estudo de revisão com banco de dados
da população norte-americana, os anticoncepcionais hormonais orais têm risco de
gravidez indesejada no primeiro ano de uso de 0,3% quando utilizados de maneira
perfeita e de 9% quando utilizados de maneira típica.
Dessa
forma, considerando que a função primordial de um método contraceptivo é evitar
gravidez, as mulheres precisam considerar o aspecto da eficiência relacionado
ao uso típico no momento da escolha de um método. Converse sobre isso com seu
ginecologista.
Dr. Marcelo Steiner
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