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sexta-feira, 11 de julho de 2014

A primeira consulta com o ginecologista



A transição da infância para a adolescência, juntamente com as transformações que acontecem no corpo, pode gerar inúmeras dúvidas entre as adolescentes.
Seja por desinformação, ou até mesmo por timidez, uma das questões que mais gera ansiedade e nervosismo é o primeiro encontro com o ginecologista.
Mas a primeira consulta não é nenhum bicho de sete cabeças!
O médico ginecologista é o profissional preparado para acompanhar a saúde da mulher em todas as fases da vida.
Nas primeiras consultas na vida de uma adolescente, há muita conversa e explicações sobre como funciona o organismo feminino do ponto de vista orgânico, em relação às menstruações, ao desenvolvimento dos caracteres sexuais e à sexualidade.
Orientações sobre métodos anticoncepcionais, prevenção de DSTs, higiene vaginal também são tópicos que o médico trata com a paciente.
Não há nenhum exame que deve ser feito de forma obrigatória na primeira consulta. O médico pode pedir alguns exames laboratoriais, para conhecer as condições gerais de saúde da paciente, com avaliação de hemograma completo, do perfil lipídico, glicemia e da função da glândula tireóide, por exemplo. Somente nas garotas que já possuem relação sexual há mais de um ano e meio, o exame de papanicolaou preventivo é obrigatório.

E mais: as conversas entre médico e paciente não são divididas com os pais, pois isso infringe a ética dos médicos. Isso somente acontece em casos em que a paciente seja diagnosticada com doença que a coloque em risco de vida. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vacina contra HPV disponível na rede SUS



A partir de 10 de março, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Neste ano, serão vacinadas meninas de 11 a 13 anos.

O HPV, ou Papilomavírus Humano, é um vírus bastante comum e recorrente. Em alguns casos, pode provocar o aparecimento de verrugas indolores na pele, ou provocar alterações no colo do útero que podem levar ao câncer. Na maioria das vezes, porém, a infecção do HPV não se manifesta através de nenhum sintoma e, por isso, o HPV acaba sendo perigoso, se não acompanhado.

Entenda o HPV
Existem aproximadamente 100 subtipos de HPV identificados e sua transmissão se dá principalmente através pelo contato pele a pele, mucosa-mucosa ou pele- mucosa. Isso ocorre com frequência nas relações sexuais. Pode ocorrer também a chamada transmissão vertical, quando o vírus passa de mãe para filho na hora do parto.

Se não há manifestações visíveis, como o aparecimento de verrugas, por exemplo, as manifestações decorrentes do HPV podem ser detectadas através do exame de alteração citológica – o papanicolau, exame rotineiro nos consultórios ginecológicos. O fundamental é realizar os exames de rotina para detectar qualquer alteração logo no seu início. A presença do HPV é bem prevalente, ou seja, muito comum, mas nem todo mundo desenvolve a doença. É importante visitar um médico para que ele possa avaliar cada caso e intervir, se necessário, o quanto antes.

HPV e Câncer
O vírus HPV é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, responsável por 95% dos casos de câncer deste tipo, que é o segundo que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos mais graves da doença.