terça-feira, 11 de março de 2014

Saiba mais sobre a Vacina contra o HPV

A vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) já está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Existem dois tipos de vacina contra a doença: bivalente, que protege contra os 02 tipos que têm mais chance de provocar câncer de colo de útero, e a vacina quadrivalente, que protege contra os dois tipos oncológicos e também outros dois mais ligados ao aparecimento de verrugas. A vacina que entra no calendário do SUS é a quadrivalente. O público alvo são meninas de 11 a 13 anos, justamente por não terem iniciado a vida sexual.

Qualquer pessoa que já teve relação sexual tem uma grande chance de ser exposta ao vírus, mas apenas um pequeno número de mulheres infectadas pelo HPV desenvolve alterações celulares. Na maior parte dos casos, o sistema imunológico mantém o vírus sob controle ou o elimina, normalmente num período de 01 até 02 anos. Com acompanhamento regular do paciente, o médico ginecologista saberá apontar a necessidade de tratamento no momento adequado.

Atenção!


A difusão da vacina não elimina a necessidade de se prevenir. O uso do preservativo nas relações sexuais é fundamental, mas no caso do HPV, nem sempre é suficiente, já que a transmissão se dá no contato entre a pele. Os exames preventivos ao longo da vida continuam sendo essenciais entre mulheres de todas as idades, que devem fazer da visita ao ginecologista um hábito fundamental para manutenção da saúde. Fazendo acompanhamento regular e detectando possíveis alterações logo no início da manifestação, a chance de se evitar este tio de câncer é praticamente certa.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vacina contra HPV disponível na rede SUS



A partir de 10 de março, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Neste ano, serão vacinadas meninas de 11 a 13 anos.

O HPV, ou Papilomavírus Humano, é um vírus bastante comum e recorrente. Em alguns casos, pode provocar o aparecimento de verrugas indolores na pele, ou provocar alterações no colo do útero que podem levar ao câncer. Na maioria das vezes, porém, a infecção do HPV não se manifesta através de nenhum sintoma e, por isso, o HPV acaba sendo perigoso, se não acompanhado.

Entenda o HPV
Existem aproximadamente 100 subtipos de HPV identificados e sua transmissão se dá principalmente através pelo contato pele a pele, mucosa-mucosa ou pele- mucosa. Isso ocorre com frequência nas relações sexuais. Pode ocorrer também a chamada transmissão vertical, quando o vírus passa de mãe para filho na hora do parto.

Se não há manifestações visíveis, como o aparecimento de verrugas, por exemplo, as manifestações decorrentes do HPV podem ser detectadas através do exame de alteração citológica – o papanicolau, exame rotineiro nos consultórios ginecológicos. O fundamental é realizar os exames de rotina para detectar qualquer alteração logo no seu início. A presença do HPV é bem prevalente, ou seja, muito comum, mas nem todo mundo desenvolve a doença. É importante visitar um médico para que ele possa avaliar cada caso e intervir, se necessário, o quanto antes.

HPV e Câncer
O vírus HPV é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, responsável por 95% dos casos de câncer deste tipo, que é o segundo que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos mais graves da doença. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Tire suas dúvidas sobre o absorvente interno

O Dr. Marcelo Steiner falou ao Portal IG e esclareceu dúvidas sobre o uso de absorventes internos.

Segundo ele, é preciso fazer uma consulta com um ginecologista antes de optar por este tipo de absorvente.

Clique sobre a imagem abaixo e confira o conteúdo completo da entrevista:


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Medo da reposição hormonal?



Muitas mulheres que se aproximam da fase da menopausa chegam aos consultórios médicos cheias de dúvidas a respeito da reposição hormonal.

Muitas têm receio em utilizar a terapia de reposição hormonal convencional devido a supostos efeitos colaterais negativos.

A reposição hormonal tem indicações médicas, para mulheres que sofrem com sintomas mais severos durante a menopausa e que afetam sua qualidade de vida. Se bem avaliada e ministrada, os benefícios superam em muito os riscos.

Hoje se defende sempre a menor dose terapêutica para reposição hormonal. Os medicamentos oriundos da indústria farmacêutica passam por um processo rigoroso de aprovação, são monitorados por órgãos governamentais competentes, então são altamente confiáveis. Há estudos de bom índice de evidência científica atestando sua segurança.

Restrições

Algumas mulheres, porém, podem ter restrição ao tratamento: pacientes com histórico de câncer de mama, trombose e doenças hepáticas. Para quem não tem contraindicações prévias, a reposição deve ser indicada de modo individual e criterioso pelo médico, para que os benefícios sejam alcançados.


Para mulheres que não podem se submeter ao tratamento de reposição hormonal, outras alternativas podem ser utilizadas, para amenizar sintomas específicos. Tudo vai depender da avaliação médica, que é sempre fundamental.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mamografia e Câncer de mama – esclarecendo algumas dúvidas

Ontem foi o Dia da Mamografia, o principal exame para detectar precocemente o câncer de mama. Aproveitamos a data para ouvir o Dr. Marcelo Steiner, que comentou sobre algumas das principais dúvidas ligadas à doença.

1)   O câncer de mama apresenta algum sintoma além dos nódulos mamários?

Em algumas situações o câncer pode apresentar sintomas de descarga papilar (secreção da papila mamária unilateral e de coloração escura ou mesmo hemorrágica), alteração da coloração e textura da pele e até processos inflamatórios na pele (em estágios muito avançados). Algumas mulheres percebem a presença de linfonodos (íngua) aumentados e dolorosos nas axilas. Mas normalmente, e principalmente nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático, por isso é a realização da mamografia é tão importante.

2)   Os nódulos podem existir mesmo se não forem detectados manualmente através do auto exame?

Sim, normalmente o nódulo só será palpável após apresentar 1,0 cm de diâmetro. Isso pode variar de acordo com o tamanho da mama: em mamas pequenas a palpação é mais fácil em relação às volumosas.  É recomendado realizar os exames de rotina indicados pelo médico.

3)   Todos os nódulos sempre precisam ser retirados?

Existem nódulos mamários benignos que só precisam ser retirados após uma avaliação do médico. Se o nódulo for diagnosticado como maligno a retirada é obrigatória e, normalmente, feita cirurgicamente. Neste caso, caberá ao mastologista decidir qual o melhor procedimento através da avaliação de diversos fatores.

4)   Como é feito o acompanhamento do câncer de mama?

O câncer de mama deve sempre ser acompanhado por um mastologista. O ginecologista tem obrigação de fazer ou suspeitar do diagnostico e encaminhar para o profissional competente.

5)   Pessoas com histórico de câncer na família precisam ficar mais atentas?

Sim, pessoas com histórico familiar de parentes de primeiro grau que apresentaram câncer de mama precisam ser acompanhadas de perto.

As filhas ou irmãs de uma paciente com câncer de mama necessitam iniciar o rastreamento em torno de 10 anos antes da idade de acometimento da pessoa que apresentou o câncer. Por exemplo, a filha deve iniciar o rastreamento com 30 anos se a mãe apresentou câncer de mama aos 40 anos.

Lembre-se!

A informação é uma ferramenta importante para a prevenção na área de saúde, mas nada substitui a consulta pessoal com o médico. Visite com regularidade seu ginecologista, para o acompanhamento especializado.

Quer continuar a leitura sobre dúvidas frequentes ligadas à Ginecologia e Obstetrícia? É só continuar navegando pelo site, aqui. (http://www.marcelosteiner.com.br/faq.php)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

05/02 – Dia da Mamografia


Instituído há cinco anos, o dia cinco de fevereiro é considerado Dia Nacional da Mamografia, criado com o objetivo de sensibilizar as mulheres sobre a importância de realizar o exame que detecta precocemente um possível câncer de mama.
O câncer de mama é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina, principalmente na faixa entre 39 e 58 anos de idade. No Brasil, são estimados mais de 50 mil novos casos por ano.
A mamografia é um exame de raio-x para visualizar o tecido mamário. Através da análise dos seus resultados, o médico poderá identificar e avaliar o prognóstico das lesões existentes. Deve ser realizado em todas as mulheres com idade igual ou superior a 40 anos.
“Considerando que o câncer de mama é o tipo o mais comum de câncer feminino, a realização da mamografia é de extrema importância para as mulheres”, alerta o ginecologista prof. Dr. Marcelo Steiner. “Normalmente, e principalmente nos estágios iniciais, o câncer de mama é assintomático, ou seja, não apresenta nenhum sintoma, então os exames de rotina são necessários para o acompanhamento preventivo”, explica o especialista.

E você, está com os exames em dia? Não deixe de se cuidar!