A partir de 10 de março, o Sistema
Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra o Papiloma Vírus Humano
(HPV), usada na prevenção do câncer de colo do útero. Neste ano, serão
vacinadas meninas de 11 a 13 anos.
O HPV, ou Papilomavírus Humano, é um
vírus bastante comum e recorrente. Em alguns casos, pode provocar o
aparecimento de verrugas indolores na pele, ou provocar alterações no colo do
útero que podem levar ao câncer. Na maioria das vezes, porém, a infecção do HPV
não se manifesta através de nenhum sintoma e, por isso, o HPV acaba sendo
perigoso, se não acompanhado.
Entenda o HPV
Existem aproximadamente 100 subtipos
de HPV identificados e sua transmissão se dá principalmente através pelo
contato pele a pele, mucosa-mucosa ou pele- mucosa. Isso ocorre com frequência
nas relações sexuais. Pode ocorrer também a chamada transmissão vertical,
quando o vírus passa de mãe para filho na hora do parto.
Se não há manifestações visíveis,
como o aparecimento de verrugas, por exemplo, as manifestações decorrentes do
HPV podem ser detectadas através do exame de alteração citológica – o
papanicolau, exame rotineiro nos consultórios ginecológicos. O fundamental é
realizar os exames de rotina para detectar qualquer alteração logo no seu
início. A presença do HPV é bem prevalente, ou seja, muito comum, mas nem todo
mundo desenvolve a doença. É importante visitar um médico para que ele possa
avaliar cada caso e intervir, se necessário, o quanto antes.
HPV e Câncer
O vírus HPV é um dos principais
fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, responsável
por 95% dos casos de câncer deste tipo, que é o segundo que mais atinge as
mulheres, atrás apenas do câncer de mama. Estimativa da Organização Mundial da
Saúde (OMS) aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV,
sendo que 32% estão infectadas pelos tipos mais graves da doença.