quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Terapia de Reposição Hormonal - Acerto de Contas

O ano de 2002 é um marco para a terapia de reposição hormonal (TH). Neste ano foi publicado o estudo o Women´s Health Initiative  que incluiu mais de 27.000 mulheres. O objetivo principal era demonstrar os benefícios  da TH sobre as doenças cardiovasculares, principal causa de morte entre as mulheres. Programado para durar 10 anos, ele foi interrompido precocemente devido a um aumento do risco de câncer de mama nas usuárias de estrogênio  (estrógeno equino conjugado) com progesterona (acetado de medroxiprogesterona) quando comparada com mulheres usando placebo. Este risco não ocorreu nas mulheres usarias de estrogênio isolado (mulheres sem útero que não precisam do efeito da progesterona). Para surpresa dos pesquisadores, ao analisar os resultados, eles observaram  que as usuárias da terapia hormonal também apresentaram risco aumentado para doenças cardiovasculares. Ou seja, o estudo indicava que a TH aumentava câncer de mama e doenças cardíacas. Tal resultado causou um impacto significativo na prescrição desta terapia e propagou a ideia de que os riscos do seu uso não superavam os benefícios. Entretanto, como os resultados do WHI eram contrários aqueles observados em estudos  prévios, muitos estudiosos se debruçaram sobre a sua metodologia  e perceberam erros que comprometeram os resultados. Além disso, novos estudos e revisões do banco de dados do próprio WHI  confirmam a hipótese da chamada  "janela de oportunidade para TH": o risco aumentado da doença cardiovascular inexiste, com uma tendência a proteção, se a terapia é iniciada nos primeiros anos de pós-menopausa. Já sobre o risco de câncer de mama, considera-se que ele tem relação principalmente com o componente progestogênico e que o risco associado é baixo. Normalmente uma população não usuária de TH, 30 mulheres em 10000 por ano irão apresentar câncer de mama e naquelas usuárias este numero aumenta para 38 em 10000 por ano.
Neste ano, para corroborar com a ideia de que a TH ainda tem espaço prescritivo, sem determinar aumento no risco de suas usuárias tanto no curto como no longo prazo, foi publicado na revista JAMA, os  resultados  da observação de 18 anos da população do WHI.  Sua conclusão é que mulheres que usaram  TH não apresentaram aumento na mortalidade geral e na mortalidade relacionada ao câncer ou a doença cardiovascular em relação as não usuárias.
Dessa forma, a TH tem espaço como opção terapêutica segura para sintomas climatéricos e prevenção de doenças crônicas e deve ser discutida com o ginecologista.   

quinta-feira, 25 de maio de 2017

31 - Dia Mundial do Combate ao Fumo

O dia 31 de maio é considerado o Dia Mundial sem o tabaco. O tabagismo é a principal causa de muitas doenças pulmonares, como a bronquite crônica, o enfisema pulmonar e o câncer de pulmão e está associado ainda ao maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, no Brasil, cerca de 30% da população adulta é fumante. Além disso, estima-se que ocorram, a cada ano, 125.000 mortes no país por doenças associadas ao fumo.

Fumo e as mulheres

As mulheres são mais sensíveis aos efeitos do tabaco, pois elas metabolizam as substâncias psicoativas do cigarro mais rapidamente.

Estatísticas apontam que o cigarro é, atualmente, responsável pela morte de 40% das mulheres com menos de 65 anos no país. O tabagismo é um reconhecido fator que eleva o risco de câncer de colo de útero, entre vários outros problemas de saúde.

Fumar durante a gravidez também pode causar abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta, entre outros problemas. A gestante que fuma tem mais chance de apresentar complicações durante o parto devido aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Não vale a pena correr o risco, não é mesmo? Cuide-se e procure auxílio médico.
 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Contraceptivos de Longa Duração

            A escolha de um método contraceptivo é uma decisão conjunta entre o médico e a paciente. Deve-se respeitar as indicações e características de cada método, assim como as perspectivas e riscos associados da usuária. Fato é que não existe o melhor ou pior método, mas o melhor método indicado.

            Dentre os métodos existentes, ganha atenção nos últimos anos, com grande divulgação pelas sociedades científicas envolvidas com o tema do planejamento familiar, os métodos conhecidos como “Métodos Reversíveis de Longa Duração”. Estão incluídos nesta classe todos os métodos reversíveis que possuem eficácia contraceptiva por tempo superior a 6 meses. Apresentando tais características, temos os dispositivos intrauterinos (DIU) e os implantes. Tanto os dispositivos medicados com cobre (DIUs de cobre), como o liberador de hormônio (MirenaÒ) possuem eficácia mínima de 5 anos, já o implante deve ser trocada após 3 anos.

            O principal benefício de tais métodos é a alta eficácia, com chance mínima de gravidez indesejada. Isso ocorre porque, uma vez que o método é iniciado, sua ação biológica não depende da usuária e as chances de uso incorreto são praticamente nulas. Diferente, por exemplo, do que ocorre com as pílulas contraceptivas. Nestas, a necessidade de posologia diária para a eficácia ideal exige uma disciplina absoluta da mulher. É evidente que, na prática, esta disciplina nem sempre é alcançada e o risco de gravidez indesejada aumenta.  Segundo estudo de revisão com banco de dados da população norte-americana, os anticoncepcionais hormonais orais têm risco de gravidez indesejada no primeiro ano de uso de 0,3% quando utilizados de maneira perfeita e de 9% quando utilizados de maneira típica.

            Dessa forma, considerando que a função primordial de um método contraceptivo é evitar gravidez, as mulheres precisam considerar o aspecto da eficiência relacionado ao uso típico no momento da escolha de um método. Converse sobre isso com seu ginecologista.


Dr. Marcelo Steiner



terça-feira, 14 de março de 2017

Dia Mundial da Incontinência Urinária é lembrado em 14 de março



O dia 14 de março é dedicado ao Dia Mundial da Incontinência Urinária. 


A incontinência urinária é uma doença do aparelho urogenital com consequências psicológicas e sociais para os indivíduos acometidos. De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 10 milhões de brasileiros – entre homens e mulheres – sofrem com o problema.


Entre o público feminino, a menopausa possui importante impacto na musculatura do assoalho pélvico e na mucosa da uretra e da vagina, sendo um dos principais fatores de risco para a perda urinária relacionada ao esforço físico. 


Uma boa opção de tratamento é com o laser genital do tipo Erbium Yag, que possui ótima eficácia para tratar a incontinência urinária por esforço de grau leve e moderado. 


Ressalta-se que existem formas de incontinência urinária não relacionadas ao esforço, e mesmo outras modalidade de tratamento além do laser. Consulte o seu médico ginecologista para o correto diagnóstico e tratamento. 


No vídeo a seguir, o Dr. Marcelo Steiner comenta, junto com a Dra. Denise Steiner, sobre o tratamento a laser e seus benefícios. Clique na imagem e confira!



https://www.youtube.com/watch?v=ojOH5QDTCxI&index=25&list=UUOv8lELYNlNrSczE5JoESnA

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Falando abertamente com a Dra. Denise Steiner sobre a terapia de REPOSIÇÃO HORMONAL.

Uma dúvida frequente de muitas mulheres é sobre qual o melhor momento para iniciar a terapia de reposição hormonal.Importante entender que o principal objetivo desta terapia é prevenir os efeitos deletérios, ou seja, as consequências da perda de estrogênio.

Este tema é fundamental e vale a pena entender quais os benefícios desta conduta para a mulher. 


Confira no meu vídeo abaixo: 










quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL – Muitas pacientes perguntam: esse tratamento pode causar câncer?



O uso de terapia de reposição hormonal está associado ao aumento do risco de câncer de mama, porém esse risco é pequeno. O importante é conhecer e entender a terapia de reposição hormonal, que possui muitos benefícios que merecem ser confrontados com os riscos. Vale a pena conversar com seu médico sobre o assunto.

Saiba mais a respeito dos riscos x benefícios no vídeo, clicando aqui.

http://www.radiosaudeebeleza.com.br/video/42805/dr-marcelo-steiner-terapia-de-reposicao-hormonal

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dra. Denise Steiner e Dr. Marcelo Steiner falam sobre MENOPAUSA



Menopausa é um acontecimento onde há perda da produção de estrogênio e, com isso, ocorrem várias alterações no corpo da mulher.

Num primeiro momento, há onda de calor, alterações de humor, dores nas articulações; num segundo momento, há perda do trofismo vaginal e a parede da vagina fica mais fina, gerando desconforto para urinar e na relação sexual. A longo prazo, há maior risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame, além de osteoporose.

Portanto, a perda de estrogênio traz consequências para a mulher em menor ou maior escala, a curto e a longo prazos, mas todas terão aumento de risco de doenças e precisam ser abordadas e tratadas pelo médico especialista! Vale conferir mais sobre o assunto no vídeo, clicando aqui.

http://www.radiosaudeebeleza.com.br/video/42814/dra-denise-e-dr-marcelo-falam-sobre-a-introducao-a-menopausa

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Terapia de Reposição Hormonal

Dra. Denise Steiner e Dr. Marcelo Steiner - Ginecologista Endócrino - falam sobre a terapia de reposição hormonal e qual é o momento ideal para iniciá-la.

O especialista esclarece que quanto antes a terapia de reposição hormonal tiver início, os benefícios serão maiores, pois vai prevenir os sintomas e efeitos de longo prazo, como doenças cardiovasculares e osteoporose. É importante conversar sobre o tema com o médico especialista e esclarecer quais os benefícios x riscos.

Confira o vídeo completo sobre o assunto clicando aqui.

http://www.radiosaudeebeleza.com.br/

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Outubro Rosa: alerta para prevenção ao câncer de mama!




Durante esse mês, vários países ao redor do mundo dedicam ações para a prevenção do câncer de mama.

O Câncer de Mama é o câncer mais comum entre as mulheres. Aparece principalmente após a quinta década de vida, mas mulheres jovens com fatores de risco devem ser monitoradas. Para detectar a doença precocemente, é necessária a realização de exame clínico e mamografia. O auto exame também é importante, mas é fundamental procurar o médico a qualquer sinal de alteração para o correto diagnóstico.

Saiba mais, previna-se e cuide-se!

Leia detalhes neste outro artigo do blog, clicando aqui.